terça-feira, 12 de abril de 2016

{Vamos Falar Sobre} C&A, Zara e Androginia

Raim, como estão?

Hoje vamos falar de moda, certo? Certo. Vamos falar sobre androginia e a minha visão sobre o conceito "Ungendered" que as marcas C&A e Zara trouxeram aos olhos brasileiros, coisa já devia ter acontecido faz um tempinho. Vem cá, que o assunto hoje está legal!


Vamos partir do princípio que você não sabe o que é androginia, ok? Androginia vem de andrógino. Andros significa: homem, Gino: mulher. E esse nome é dado ao fenômeno onde a pessoa nasce com suas feições faciais um tanto confusa entre os gêneros, sendo difícil identificar se é um corpo masculino, ou feminino.

Mas a androginia na moda é um pouco diferente. Houve um período histórico onde homens trabalhavam e sustentavam a família e mulheres ficavam em suas casas, cuidando do lar e seus filhos. Os homens usavam alfaiataria e as mulheres usavam tecidos mais leves e joias caras, para demonstrar a riqueza do marido. Só que com a segunda guerra mundial, os homens tiveram que exercer a função de soldados e as mulheres passaram a tomar o lugar dos seus maridos nos trabalhos, fazendo assim a alfaiataria que era mais usada pelos homens, entrar para o guarda roupa feminino. E foi nesse momento que a rainha, magnífica e maravilhosa Coco Chanel disse: "Que diabos! Mulheres vestindo roupas de homem? Não mesmo, espera aí" (Lógico que não foi bem isso).

Coco nos trouxe curvas ao que era reto e o que só ficava bonito no corpo masculino, passou a valorizar o corpo das mulheres também. Iniciando, assim, a moda andrógina no mundo!


É esse o conceito de androginia. Peças masculinas que, ao passar para o guarda-roupa feminino, valorizem o corpo da mulher, e ao contrário também, claro. A moda "nova" ungendered, ou agênero, não tem um conceito muito diferente desse. Depois que a Vogue lançou uma edição de sua revista, com o Jaden Smith vestido com roupas "femininas" (coisa que ele faz tem tempo) a Zara e a C&A decidiram apostar nessa moda, onde homens e mulheres pudessem usar o mesmo guarda roupa. Mas vamos fazer algumas observações? Vamos!

A Vogue vem trabalhando com a androginia já faz um tempo, a foto ao lado, é da edição do Reino Unido de Maio de 2014, ou seja, eles sabiam o que estavam fazendo. As peças caíram perfeitamente bem no corpo do Jaden e valorizaram o corpo dele. Mas o que as outras duas marcas fizeram... Não foi, de certa forma, agradável aos meus olhos. Vou explicar por quê. 

A moda indumentária não é só vestir uma roupa e sair de casa. É muito além disso, é valorizar nossos corpos como eles são, é mostrar o máximo da nossa beleza, é uma forma de expressar nossos sentimentos e pensamentos. Tudo isso de um bela forma, sincronizada entre tecidos fabricados e humanos.


Agênero, sem-gênero, seja como preferir, é, segundo a Zara: Roupas que caiam bem em homens e mulheres ao mesmo tempo (androginia/unissex). Então lançaram uma campanha onde as pessoas usavam roupas largas e de cores neutras (cinza, branco, preto e jeans), que deixaram o corpo liso, como se não tivéssemos nenhuma curva no corpo. Mas nós temos sim! E queremos mostrá-las!

Na hora que eu vi as fotos, achei que era uma produção de fotos da facção abnegação de Divergente. As roupas não favorecem em nada o corpo do homem e muito menos o da mulher. É algo tão neutro, que chega a neutralizar qualquer beleza corporal de quem veste, e para mim não é esse o conceito de agênero.

Já na C&A, as coisas foram diferentes. Colocaram homens vestindo roupas femininas e mulheres vestindo roupas masculinas e erraram no conceito agênero. Como eu falei no começo do texto: "Peças masculinas que, ao passar para o guarda-roupa feminino, valorizem o corpo da mulher, e ao contrário também, claro". E eles passaram um conceito totalmente diferente e regressor ao da Coco Chanel, de certa forma. Ela deu curvas ao que era reto, para favorecer o corpo feminino. A C&A disse: "Vistam qualquer coisa que você quiser, seja sexo oposto ou não, e ouse! Mas espera um pouco, vamos parar para pensar, não é?

Não são todas as peças que funcionam em ambos os sexos. Sim, existem algumas, já quis roubar algumas peças do guarda roupa da minha mãe para usar, mas o número de peças que ficam boas no corpo do sexo oposto é bem pequeno.

Minha opinião sobre isso é: Refaçam a campanha de um jeito mais certo. É inovador? COM CERTEZA, a mente de muita gente vai abrir com essas campanhas, principalmente com a da C&A, mas a moda agênero/andrógina/unissex não é bem assim.

Moda indumentária agênero é: Peças de roupas que favorecem o homem E A mulher ao mesmo tempo. É a moda que faz destacar não só o corpo masculino, mas também o feminino. A moda que traz uma indumentária com uma tecnologia que favorece a cintura da mulher, mas também os ombros largos do homem. Que favorece os quadris femininos, mas que não desfavoreça/apague os masculinos. Até por quê, nós não queremos usar roupas femininas/masculinas em nossos corpos, nós queremos apenas usar roupas que nos agrade e que dê a forma que nós desejamos ao nosso corpo, sem afetá-los e deixá-los mais femininos ou masculinos, sem a nossa intenção.

Não foi dessa vez. Talvez daqui uns anos, quem sabe, uma tecnologia nova de roupa não faça isso de forma natural e espontânea?

E você, leitor? O que achou da campanha da Zara e da C&A? Qual sua opinião sobre a moda agênero? Eu definitivamente apoio, mas tem de ser do jeito certo, não é?

Só isso que tenho para falar e não se esqueça de se inscrever no blog, aqui do lado, para ficar ligado quando uma nova postagem sair e se quiser, ali em cima tem todas as minhas redes sociais, caso queira me acompanhar! Até a próxima publicação!

2 comentários:

  1. Ótimo post, não tinha visto essas campanhas ainda.

    http://oquefoibrendex.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Veja!! Para depois a gente discutir melhor! Que bom que gostou do post! <3

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